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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Roy Acuff: O homem que colocou louvor na Country Music

Roy Acuff cantou e escreveu diversas canções cristãs na Country Music


Luís Alberto Caju

 A vida de Roy Acuff é curiosa. Quando fez sua estreia no Grand Ole Opry em outubro de 1937, tocando duas músicas no violino e tentando uma versão cantando “The Great Speckled Bird”, ninguém acharia que ele retornasse no ano seguinte. Mais uma vez interpretou “The Bird” e Clell Smmey fez história gravando “The Grand Ole Pry” pela primeira vez.

 Nascido Roy Claxton Acuff, 15 de setembro de 1903, em Maynardsville, Tennessee, ele foi o terceiro dos cinco filhos de Neil e Ida Acuff. Aprendeu a tocar gaita e harpa quando criança e desde a infância esteve envolvido com música. O pai tocava violino e a mãe piano e guitarra. Porém se destacou nos esportes.

 A família mudou depois para Knoxville, periferia de Fountain City. Não ficou muito tempo na escola, visto que ganhou a fama de lutador, provocando problemas com a Justiça. Logo fez um teste num time de beisebol amador. Quando parecia que iria entrar no New York Yankees, durante o Verão de 1929, sofreu grava insolação e teve colapso. Ficou na cama a maior parte do ano de 1930.

 Neste período aprendeu a tocar violino e ouviu diversos discos. No ano seguinte passou a aparecer nas ruas e colocou na cabeça que faria shows de música. Porque percebeu que beisebol não teria futuro. Mergulhou na Country Music. Em 1932 saiu na primeira turnê com Medicine Show, do dr. Hauer, onde tocou violino e participou de esquetes para incentivar as pessoas a comprar Mocoton Tonic, a cura para tudo.

 Incentivado pelo sucesso passou a tocar com outros músicos da região de Knoxville. Aparecia com o irmão Claude e Red Jones como os Three Rolling Stones. Em 1934 deu as caras na rádio com Jess Easterday, Clell Summey e Bob Wright como The Crackerjacks Tennessee em Knoxville WROL antes de passar para WNOX, onde por seis dias por semana, apresentavam o programa Mid Day Merry-Go-Round.

No ano de 1935 se transformaram em Roy Acuff and The Crazy Tennesseans e começaram a cantar uma canção chamada “The Great Speckled Bird”, que ouviu pela primeira vez na voz de Charles Swain e seu grupo The Black Shirts. O nome da canção veio da Bíblia, apesar de muita gente reivindicar autoria, visto que os seis versos originais foram escritos pelo reverendo Guy Smith e a melodia era igual o hit “I´m Thinking Tonight of My Blues Eyes”.

 Fez as primeiras gravações em Chicago para ARC Records em 1936, sob direção de William Calloway, que procurava alguém para gravara esse hit. Fizeram outros trabalhos no ano seguinte, pois Acuff percebeu que não estava recebendo bom tratamento por parte de Calloway e da ARC.

 O gerente da WSM pediu que mudasse o nome do conjunto e após uma semana aceitou ser Roy Acuff and The Smoky Mountain Boys. Em 1938 virou parte da ARC Columbia Records e ele foi aconselhado a assinar contrato com essa nova empresa. É dessa época a canção “Wabash Cannonball”, um álbum popular que lhe rendeu o Disco de Ouro.

 Em 1939 sua banda teve várias mudanças. Gravou em Dallas no ano seguinte e depois foi para Hollywood, onde apareceu com seu grupo na Republic Pictures Movie Grand Ole Opry. Como teve problemas com apendicite, durante as filmagens precisou ser amarrado. Só perdeu um show, após a cirurgia. A fama aumentou.

 Virou amigo de Fred Rose, que na época tinha um programa na WSM. Em 1942 fundaram a Acuff-Rose Publication, que iria fornecer proteção a compositores e cantores. Foi a primeira editora de Country Music nos Estados Unidos e ajudou no desenvolvimento de Nashville.

 Após dois convites acabou convencido a concorrer ao governo do Estado em 1948. Não ganhou, porém teve mais votos do qualquer candidato anterior republicano ao cargo no Tennessee. Reconheceu se fosse do partido Democrata teria levado a eleição. Acreditou que como cantor acabaria melhor. A partir dai apareceu em vários filmes: Night Train to Memphis (1946), Smoky Mountain Melody (1948) e Home in San Antone (1948), depois resistiu a outros convites de Hollywood.

 Após criar um parque de Country Music, perto de Clarksville, Tennessee, em 1947, teve agenda cheia nos anos de 1950 e 1960 em concertos em diversas cidades dos Estados Unidos. Tocou inclusive na Inglaterra e visitou o Japão em 1953, durante turnê europeia. Em 1965 sofreu grave acidente de carro. Em 1966 e 1968 tocou no Vietnã e outros países do Extremo Oriente. Em 1971, acompanhado por Charles Collins na guitarra, gravou 20 músicas tocando violino para um álbum instrumental que ainda está inédito.

 Durante todos esses anos até ele morrer no final de 1992, a simplicidade das canções de Acuff de melodias bonitas foi o segredo de seu sucesso. A maioria das músicas era de natureza religiosa falando sobre sua mãe ou de casa. Uma de suas canções mais curiosas foi: “I Wonder If God Likes Country Music”, além de “ Goodbye, Mr. Brown” e “Before I Met You”. Perto da morte, pediu que seu funeral não se transformasse num show. Só familiares e alguns amigos participaram do enterro.


Margareth Allison: 74 anos dedicados para louvar o Senhor



Margareth Allison dedicou 74 anos de sua vida em cantar louvores ao Senhor

Luís Alberto Caju

 Margareth Allison ajudou a criar o lendário grupo de louvor Angelic Gospel Singers na Filadélfia em 1944, inspirado num sonho enviado por Deus. Ao lado da irmã Josephine McDowell, Ella Mae Morris e Lucille Shird elas ganharam um público que gostava de ouvir as canções ungidas pelo Espírito Santo. Prova disso foi quando se apresentaram na cidade natal de Shird, Asheville.

 Começaram a excursionar por diversas cidades dos Estados Unidos, ainda na década de 1940, inclusive assinando contrato com a Gotham Records, onde lançaram o primeiro single “Touch Me Lord Jesus”, que até hoje é um verdadeiro clássico da Gospel Music dos Estados Unidos. Mesmo com diversas mudanças de componentes no grupo, a essência de adoração continuava a mesma. Isto ficou visível quando gravaram álbuns nos selos Nashboro e Malaco Records, em 1994 numa comemoração de aniversário do conjunto.

 A caminhada de Margareth terminou em 30 de julho de 2008, quando retornou aos braços do Senhor pela eternidade. Adorável e excelente vocalista, a Gospel Music norte-americana sentiu sua perda. Nascida em 1921, aos 29 anos, em 1950, Angelic Gospel Singers cantaram com Mahalia Jackson, The Mighty Clouds of Joy, Slim and the Supreme Angels, Pastor Shirley Caesar e muitos outros.

 Deixou louvores lindos como o original de “Glory to the Newborn King”, clássico de Natal,  “This Old Building Keeps on Leaning”, “I Hope It Won’t Be This Way”, composto pela filha Barbara Allison. Também merece destaque “If You Can’t Help Me,” e o mais recente “Thank You For My Storms”, lançado no último CD, Touch Me Again.


 Margareth passou 74 de seus 86 anos envolvida com a Gospel Music. Era a artista deste gênero, mulher, mais velha que ainda viajava para pregar a Palavra por meio da música. Numa época que esse tipo de canção ainda não tinha grande destaque na mídia, ela encorajou e deu muita força a diversos ministros de louvor. Sua elegância, belo sorriso e comportamento são as marcas registradas da grande fé em Jesus Cristo e suas promessas. Assim como o lindo louvor que saia dos seus lábios: “Sweet Home”, outro clássico gospel.

The Edwin Hawkins Singers: Quatro Prêmios Grammy dados pelo Senhor



Com o novo arranjo de "Oh Happy Day" eles venderam 7 milhões de cópias em todo o mundo

Luís Alberto Caju

 Foi em 1943, em Oakland, Califórnia, que nasceu Edwin Hawkins, outro grande talento da Gospel Music e do Blues. Pianista, mestre de coral, compositor e arranjador. É responsável pelo surgimento do som gospel urbano contemporâneo nos Estados Unidos.. Entrou para a galeria dos grandes arranjos, a roupagem que ele colocou no famoso louvor “Oh Happy Day”, incluído na lista de canções do século XX.
 Aos sete anos já era tecladista e acompanhada o coral da família na igreja. Ao lado de Betty Watson ajudou a fundar o Coral Jovem da Igreja de Deus em Cristo na Califórnia, com quase 50 membros. Este grupo gravou o primeiro álbum na Igreja de Éfeso de Deus em Cristo, em Berkeley, inicialmente com 500 cópias. “Oh Happy Day” estava no disco.
 Quando as rádios de San Francisco começaram a tocar essa faixa, em dois meses as vendas chegaram a 1 milhão de cópias, popularizando o vocal de Dorothy Morrison Combs. O single do álbum chegou às paradas Pop dos Estados Unidos, Reino Único e Alemanha. Somando o sucesso internacional, eles venderam 7 milhões de discos e ganharam o primeiro Grammy.
 Pouco tempo depois as músicas de Hawkins foram gravadas pelo grupo The Four Season no álbum de 1970, Half &Half. Com a unção do Senhor levou para casa quatro Grammy: Melhor Performance Soul Gospel/ “Oh Happy Day” (1970), Melhor Performance Soul Gospel/ “Every Man to be Free” (1971), Melhor Performance Soul Gospel Contemporâneo/ “Wonderful” (1978), Melhor Coro Gospel ou Álbum/ diretor do coro Edwin Hawkins Music & Arts Seminar Mass Choir/ gravador ao vivo em Los Angeles.



Kierra Sheard: Talento e louvor que vieram de Berço


Kierra Sheard herdou o talento musical de mãe e tias, numa família totalmente evangélica

Luís Alberto Caju

  Kierra Sheard é outro grande nome da Gospel Music dos Estados Unidos. Com 27 anos, ela é filha de outra grande intérprete de louvor, Karen Clark Sheard, integrante do grupo The Clark Sisters e neta do diretor de coral gospel Mattie Moss Clark. Por esses exemplos, não há dúvida que o louvor corre nas veias da família.

 Nascida em Michigan, mas criada na periferia de West Bloomfiel. Kierra passou a infância cercada das influências musicais e da fé de sua família. Aos seis anos começou a cantar no grupo de louvor da igreja, onde seu pai, J. Sheard era o bispo.

 Na adolescência ela já tinha absorvido o som e características musicais herdadas pela mãe e tias. Isto é visível no hit “Done Did It”, gospel tradicional, uma das faixas do seu álbum I Owe You. Com dez anos de idade participou de duas faixas do primeiro disco solo de sua mãe, em 1997. Uma das canções foi “The Will Of God”, composta por Evangelist Richard “Mr.Clean” White. A música agradou e ganhou o prêmio Best Children em 1998.

 A partir dai aperfeiçoou suas habilidades amadurecendo como artista e vocalista. Logo passou a fazer backing vocal para sua mãe, a tia Dorinda Clark Cole no grupo The Clark Sisters. Em 2002 ganhou destaque na mídia. No ano seguinte participou em duas faixas no terceiro CD no conjunto de sua mãe, The Heavens Are Telling, inclusive ganhando destaque com a mãe na capa do álbum.

 O ano de 2003 marcou sua entrada na EMI Gospel. Ali lançou o CD I Owe You em 2004, com 11 canções. A produção e composição ficaram nas mãos de Rodney Jerkins e artistas notáveis como Warryn Campbell, Erica e Tina Campbell, da dupla Mary Mary, J Moss e Tonex. O álbum serviu como laboratório de produção para o irmão J. Drew.

 Em 2005 a EMI solou uma coleção de remixes, com o sugestivo nome de Just Until The Next Record. Nela estava o remix da canção “Let Go”. Estourou nas paradas, inclusive do Japão. Após concluir o Ensino Médio, ela lançou o CD This Is Me, que ficou bem na Top Gospel Albums da Billboard em 2006. O single “Why Me?” ficou bem nas paradas.

 Ela aproveitou para fazer seus dois primeiros clipes, nos singles “Yes” e “This Is Me”. Ganhou o Grammy como o Melhor Álbum Contemporâneo de Gospel R&B. No final de 2008 veio o terceiro CD, Bold Right Life, que gerou os singles “Praise Him Now" e "Won't Hold Back".

 Em 2009 apareceu nas Trailblazers BMI cantando o louvor “Jesus Is a Love Song”, uma saudação à tia, Elbernita “Twinkie” Clark. O final de 2009 marcou o lançamento de um EP de Greatest Hits, KiKi's Mixtape. Ele trouxe três canções inéditas, dois remixes de singles de CDs anteriores e “This Christmas” com Marcus Cole.

Seu quarto CD, Free, saiu em outubro de 2011, o primeiro álbum pela Karew Records, gravadora de sua família. No segundo trimestre de 2013, ela e a família apareceram num novo reality show chamado The Sheards, baseado na vida de Sheard, seu irmão e produtor J.Drew e os pais Karen Clark Sheard e o pastor J.Sheard Sr. A primeira temporada teve oito episódios.


 Graduada pela Wayne State University, em Detroit, Michigan, onde se formou em Inglês, com especialização em Psicologia, ela pretende ainda fazer uma turnê no Japão ao lado da mãe, Karen Clark Sheard.



Mary Mary: Grande fenômeno da Black Music Gospel dos EUA

As irmãs Mary Mary deram outra roupagem para a música gospel nos Estados Unidos

Luís Alberto Caju

As irmãs Mary Mary são outra joia da Black Music Gospel dos EUA. Elas já ganharam o Grammy. A dupla, junto com o cantor Kirk Franklin, conquistou inúmeros fãs desde o começo do ano 2000, quando introduziram letras evangélicas mesclados nos estilos Soul, Hip-Hop, Funk e Jazz. Um dos louvores mais popular das meninas é o hit “Shackles (Praise You)”. No mais recente CD, The Sound Mary Mary, procuraram explorar Synthpop, Electronic e Pop Rock.

 De família cristã, as duas cresceram numa família de nove filhos em Inglewood, Califórnia. Os pais, o velho ministro da Palavra para Jovens, e a mãe evangelista e diretora de grupo louvor numa igreja evangélica, serviram de exemplo.

  Não demorou em que elas entrassem na rotina dos corais de denominações cristãs e logo viajassem. Todos os seus irmãos apareceram no programa Bobby Jones Show de canções gospel nos Estados Unidos. Com planos de seguir a carreira artística, as duas foram estudar canto no Colégio El Camino, principalmente de obras clássicas. Em 1995 excursionaram com Michael Matthews e mostraram os hits “Mama I´m Sorry” e “Sneaky”.

 Logo o produtor Warryn Campbell levou a dupla para a IME Music e diversas canções se transformaram em trilhas sonoras. Ele escreveu o hit “Dance” que entrou no filme Dr.Dolittle, de 1998. Depois veio “Let Go, Let God” e com essa canção ganharam o primeiro Grammy. Mas o mercado gospel só sentiu firmeza quando Yolanda Adams gravou delas, os louvores “Time to Change” e “Yes” no CD Mountain High.

 Assinaram contrato com a Columbia Records e foram batizadas de Mary Mary, em homenagem ao nome de Maria, a mãe de Jesus e Maria Madalena, sua discípula. Foram as primeiras a mostrar a face gospel na gigante Columbia Records desde Tramaine Hawkins no começo da década de 1990. O primeiro single: “Shackles (Praise You)” ficou popular entre os evangélicos e nas paradas de R&B e Pop. Entrou no posto 28 da Billboard Hot 100 Chart.

 Até na MTV abriram espaço. A jogada foi gravar um CD, de roupagem jovem, passando a versão do evangelho de Jesus Cristo. Em maio de 2000 lançaram o álbum I Sing, rendendo Disco de Platina e vendendo mais de 1 milhão de cópias nos Estados Unidos. Depois ganharam o Grammy de Melhor Álbum Contemporâneo Soul Gospel. O single “I Sings”, parecido com as canções do rapper Jay BB, estourou no Reino Unido e Europa. Até hoje está na boca jovens evangélicos dos EUA, América Latina e Europa.

 Com o seu segundo álbum Incredible, a dupla foi capaz de manter seu sucesso. Logo após seu lançamento, em julho 2002, logo entrou no Top 20 do Top 200. Ganhou o Disco de Ouro ao vender meio milhão de cópias nos EUA. Após reduzir a velocidade de apresentações para ter filhos, Mary Mary gravaram o terceiro CD em 2005. Levaram outro Disco de Ouro e 500 mil cópias vendidas. Os destaques ficaram para os singles “Heaven” e “The Real Party”, além de “Yesterday”.

 O ano de 2008 marcou a gravação do quarto CD, Believer. O destaque ficou com o louvor “The Sound”. O single “Get Up” saiu digitalmente pelo iTunes em junho daquele ano. Na primeira semana venderam 37 mil cópias. Warryn Campbell retornou para produzir o álbum e tiveram as participações de Kierra Sheard, David Banner, Marvin Winans, Daryl Coley, Andrae Crouch, Rance Allen, Dorinda Clark Cole, Joe Ligon, Walter Hawkins, Tramaine Hawkins, e Karen Clark Sheard.


Em 2010, a dupla participou da gravação da nova versão da música "We are the world", composta por Michael Jackson e Leonel Richie em 1985 para arrecadar fundos para o combate à Aids na África. As irmãs participam da nova versão, voltada para arrecadar fundos para a reconstrução do Haiti, devastado por terremotos no inicio de Janeiro de 2010. Na canção elas recebem especial destaque, participando de vários solos no refrão. Em 2011 soltaram o CD Survive.

Marco Aurélio: Talento que adora o Senhor



Marco Aurélio mantém a essência da adoração a Deus em primeiro lugar


Luís Alberto Caju

 Num estágio em que a Gospel Music do Brasil virou refúgio para cantores, disfarçados em adoradores, interessados apenas na fama e dinheiro, sem qualquer compromisso com o Senhor, pois inclusive cultuam símbolos pagãos dentro de suas casas e até mesmo nas contas mantidas em redes sociais, Marco Aurélio é rara exceção.

 Passados 20 anos de ministério de louvor, as pessoas sempre se lembram das lindas canções que Deus colocou em seus lábios. Pérolas como “Asas da Esperança”, “Promessa”, “Eu Te Agradeço” e “Fala Senhor” entre várias. Mineiro, no início da caminhada muitos diziam que ele imitava o estilo do adorador Álvaro Tito. Mas logo o tempo desmentiu a blasfêmia.

 Marco realizou mudanças na maneira de louvar ao Senhor na igreja onde congregava. Entendeu que as pessoas não desejam apenas ouvir a música, mas cantar e adorar. Dai a preocupação de aprimorar cada vez mais, para oferecer o melhor a Jesus Cristo. Como servo de Deus, admite em seu repertório as influências de Nani Azevedo, Eyshila e Jozyanne, além claro de Álvaro Tito.

 Com 13 álbuns gravados, o primeiro foi o inesquecível A Vitória Nossa, na época do disco de vinil. Como bom adorador teve o cuidado de não se prender ao passado, estratégia adotada por diversos artistas gospel. Isto é visível no CD, Um Novo Tempo, lançado pela Central Gospel Music. Em 2011 colocou no mercado outro álbum, Adoremos, repleto de canções congregacionais, mas mantendo a essência tradicional. Em vez de orquestra, que usou nos discos anteriores, investiu no vocal, violão e guitarra.



sábado, 4 de janeiro de 2014

JoAnn Rosario: De Chicago para os braços do Senhor




JoAnn Rosario leva a sério a adoração ao Senhor, sem cair nos modismos que atingem o Gospel

 Luís Alberto Caju

 Nascida numa família porto-riquenha em Chicago, JoAnn Rosario cresceu com um pé na igreja (o pai é pastor) e com a música. Desde a infância e quando adulta gostou sempre de cantar os hits de Fred Hammond. Em 2002, sob orientação dele, gravou o primeiro CD, More, More, More, combinando R&B e Gospel contemporâneo e até uma pitada de música latina. Pouco tempo depois teve problemas com a voz, por causa de surgimento de nódulos nas cordas vocais, dificultando falar e cantar.

 Retornou três depois lançando o segundo álbum e outro em 2007. De pés no chão, aprendeu rapidamente que na vida do cristão envolvido com louvor, o testemunho é peça importante. Segundo ela, a palavra é algo como prova ou declaração pública a respeito de determinada experiência. Já o testemunho é diferente.

 Ela continua como membro da Maranatha World Revival Ministries, que conta com mais de 300 templos em todo o mundo. JoAnn é líder do grupo de louvor em sua igreja local em Chicago. Quando se ouve a canção em espanhol “Cuando Reposo En Ti”, faixa ao vivo de uma de suas últimas gravações, é visível a unção do Senhor sobre sua voz, antes de enfrentar os problemas de saúde.

 Na avaliação dela foi uma das melhores gravações que fez. Não teve dúvida da surpreendente presença de Deus durante a noite em que ocorreu o trabalho no estúdio. Todos sentiram unção durante a adoração com a multidão ao vivo, quase impossível de reproduzir num estúdio. Não teve dúvida que foi uma das canções que mostra quando o Senhor usa um ministro de louvor numa música.

 Após a saída do deserto, restaurada e espírito renovado, escreveu a maioria dos louvores do novo CD, More Than Ever..Worship. Sabe que adoração é uma carta aberta e sincera do Senhor aos seus servos. Essa experiência a ensinou sobre como se preparar para os desafios de continuar gravando. Mesmo assim JoAnn é capaz de ficar alegre e adorar independente das circunstâncias.

 Para ela, adoração não é uma questão de tempo ou letras grandes, mas atitude que sai do coração quebrantado, como uma oração sincera com música. É este sentimento que está presente em todo o seu novo CD. É possível perceber as fortes presenças de Fred Hammond, Alex Ward, Michael Taylor e Lawrence Anthony nesse novo trabalho.

 É belo ouvir a faixa “Never The Same”, no encontro de JoAnn com Hammond. De melodia bem otimista, ela traz o ritmo flamenco, inspirado e mostrando a diversidade de canções em profunda adoração. JoAnn tem na ponta da língua a resposta a respeito de sua intimidade com o Senhor: “A adoração é sobre relacionamento com Deus e não é dependente de um certo tempo ou ritmo de música. É tudo sobre o sentimento que você começa a partir de uma canção, com a emoção que sai de dentro da adoração; ela vem de formas diferentes. Às vezes olhando para cima de um árvore, é possível encontrar Sua presença”.