Graciela lançou o primeiro CD,
Ele Chegou, em 2009, na cara e a coragem. Ou seja, bancando a produção com o
dinheiro do próprio bolso ou independente como o mercado denomina.
É uma prova de fogo. Precisa
vender o CD nas ministrações ou então colocar em algumas livrarias. Ela centrou
fogo no WhatsApp, enviando o material pelos Correios.
O CD, Deus, que saiu em 2015,
produzido por Lenno Maia, é uma verdadeira bomba atômica. Arranjos simples, sem
congestionamento de instrumentos, caracterizando um som pasteurizado, igual
comida fast food.
As faixas são bem espirituais: “Passe
pelo Deserto”, “Viúva de Naim”, “Deus”, “Travesseiro Molhado”, “Serva de Deus”,
“Quando a Trombeta Tocar”, “Ressuscitou”, “É pra Marchar”, “Homens e Mulheres”,
“Cadê Você” e “Vou te dar Vitória”.
Em 2010, Camila Verneck lançou o primeiro CD, cheio de louvores
com muita adoração. Estava pisando no terreno da Gospel Music. Ou seja tentando
descobrir qual o melhor roteiro para investir no seu mistério de louvor.
Três anos depois soltou o segundo álbum Nasci pra te Adorar.
Direcionado ao público jovem, ou teen como se fala nos Estados Unidos. Camila
diz que o louvor “Nasci pra te Adorar” veio num momento de muita luta, quando o
inimigo tenta barrar a caminhada do cristão.
Nos links abaixo, assistam alguns louvores de Camila, nesta
reta de adoração ao Senhor.
Década de 1970, a Gospel Music não tinha a visibilidade
atual. Os incrédulos a denominavam “música de crente”. Eis que surge os irmãos
da Banda Kadoshi, que no início da década de 1980 se chamava Atos 2, mas como
já existia um grupo com mesmo nome, trocaram para Kadoshi.
O estilo veio em cima da Funk Music (original, criado nos
Estados Unidos) das bandas Earth, Wind & Fire, Kool and The Gang, The Gap
Band, Bar-Kays. Na época, o melhor da Black Music dos Estados Unidos. O coral
de 50 vozes do grupo também marcou história na Gospel Music do Brasil.
Estouraram. Mesmo sem aparecer muito nas rádios e programas
de televisão secular, conseguiram vender muito disco de vinil, ganhando até
Disco de Ouro, pois na época ainda não existia o CD. As roupas no estilo
africano, com batas e gorros, como usadas pela Earth, Wind & Fire chamavam
a atenção.
O líder e fundador do grupo de louvor, pastor Silas Furtado,
era a linha de frente, de um time de músicos de qualidade, destacando o
guitarrista Cebolinha, as vocalistas Priscila Maciel, Priscila Angel, o
baixista Ted (um dos melhores da América Latina), o baterista Bal, além das feras
Renato, Isaac, Isaías, Duca, René, Praxedes e Gerson Isidoro.
Após o desmanche das peças chave da Kadoshi, é difícil saber
hoje por onde anda este grupo que foi muito usado por Deus para ganhar almas
perdidas nas trevas. É inesquecível a gravação ao vivo no ginásio do Ibirapuera
em 1997, totalmente lotado. Algo raro para uma banda de Gospel Music. Mas o
tempo passou e agora onde está essa banda maravilhosa, com aquela pegada
maravilhosa das décadas de 70, 80 e 90?
Tudo que vira comercial
não presta, pois passa a visar somente aumento do lucro. Os louvores atuais são
vítimas dessa armadilha. Muitos têm rima pobre e melodias horríveis, sem dizer
arranjos de machucar os tímpanos.
A unção passa longe
também dessas canções. As letras bonitas e espirituais, como ocorrem na harpa
cristã, passam longe de vários artistas, sim, pois não são adoradores. Resolveram
abraçar a Gospel Music apenas para ganhar dinheiro.
Para não me acusarem de
perseguidor, comparem ouvir Mattos Nascimento louvando “O Sonho de José”. Que
primor. Lindo arranjo, principalmente de teclado e um autêntico R&B, o
Blues de rua, como se chama nos Estados Unidos. Agora escolha a gritaria, inclusive
no estilo pentecostal e verá a diferença.
Nesta estrada
apareceram diversas rádios de hits gospel. São verdadeiros supermercados. Ali
nada toca sem antes passar no caixa da empresa, pagando o pedágio, ou jabaculê,
como dizia o falecido Tim Maia. Este pessoal percebeu que o Evangélico gosta de
música e partiram para cima deste público.
Sinal dos lobos
arrancando o pelo e a carne das ovelhas foi a entrada das Organizações Globo,
criando inclusive um selo direcionado à Gospel Music e troféu Promessa.
Infelizmente ainda existe cristão que acredita nas palavras dos executivos da
Globo, uma das emissoras mais endiabrada do mundo.
Para terminar esse
texto, vou postar louvores antigos, bem gravados e cheios de unção. Se você for
inteligente, calculo que seja, faça a comparação com o lixo atual...
No início da década de 1990, quando a Gospel Music ainda não
tinha a grande projeção atual e era considerada “música de crente”, Nilson Lins
estourava nas igrejas com a linda canção “Felicidade”, autoria do parceiro
inseparável de Ed Wilson, Joram.
A letra é um primor: Dá pra perceber pelo olhar/ Quando alguém
tá sofrendo/ Mesmo quando tenta disfarçar Ou fingir que ninguém está vendo/ É
normal dizer vai tudo bem Com tudo tão ruim,/ Quase todo mundo sempre age assim/
Tenta esconder sorrindo o seu sofrer Não é só você... /Dá pra perceber pelo
olhar/ Quando alguém tá contente/ E não é preciso nem falar ou sorrir Que a
gente sente,/ É normal pra quem tem a salvação viver assim Sente uma alegria
que jamais tem fim/Quando se é feliz, não é preciso dizer 'Todo mundo vê'...
Talvez se fosse hoje, Nilson Lins estaria no topo das paradas
das rádios de programação evangélicas. Mesmo assim já gravou 18 álbuns, entre
discos de vinil e CDs. É radialista e por causa da linda voz já trabalhou nas
principais rádios brasileiras, além de apresentar eventos gospel. Mesmo sem
aparecer nas paradas, continua atuando em produções musicais.
Quem
já ouviu o barítono Anderson Freire louvando fica impressionado com o seu
estilo de interpretação. Tirando os graves defeitos de conduta, Anderson
carrega muito de Tim Maia em suas apresentações. A diferença é que o Síndico
tinha voz grave e Anderson é barítono.
Essa
comparação não tira o grande talento deste capixaba de Cachoeiro do Itapemirim,
onde nasceu em 1980. Coincidentemente ele é cantor, compositor, produtor, arranjador
e toca diversos instrumentos, do mesmo jeito que Tim Maia, responsável pelos
lindos arranjos de suas inesquecíveis canções.
O
louvor “Acalma o Meu Coração” é uma aula de interpretação. Até o controle da
respiração mostra o que se deve fazer ao cantar. Antes de entrar na carreira
solo, Anderson era integrante da banda Giom. Lançou o primeiro disco no início
de 2011. A explosão ocorreu com “Raridade” em 2013.
É autor de louvores gravados por Aline Barros, Davi
Sacer, Bruna Karla, PG, Fernanda Brum, Damares, Novo Som entre outros. Em 2015
foi o segundo compositor brasileiro que mais ganhou dinheiro com direitos
autorais.
Muitos imaginam que os
artistas são pessoas completamente felizes. No mundo deles tudo é maravilhoso.
E só cidadão comum, que vive sufocado dentro do transporte público é que está
na pior. Engano.
Antes de conhecer Jesus
Cristo, Alice Maciel era a cereja do bolo. Tocava e cantava em grandes eventos.
No Carnaval soltava a voz e a sanfona por até 8h para o povo cair na gandaia.
Poucos sabiam que ao
sair do brilho da ribalta, a solidão a perseguia nos quartos dos hotéis onde se
hospedava após as apresentações. O refúgio era no álcool.
Como ocorre sempre, não
gostava de cristãos. Quando não aguentou mais segurar a barra, o esposo Wanderley
foi a um culto numa Assembleia de Deus e a transformação deu os primeiros
passos.
Ele largou a bebida e
abraçou fortemente Cristo. No início não gostou da opção do marido, mas o
brilho do Senhor aos poucos a impactou. Ao ter contato com o mestre, sua vida
mudou para sempre. A solidão e tristeza foram embora de sua vida.